Curso de Linguística Geral
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Obra póstuma do autor, este livro inaugura a fase estruturalista dos estudos da linguagem. Traz os pressupostos teórico-metodológicos dessa escola que acabaram influenciando outras ciências sociais. Embasada por Ferdinand de Saussure, um dos maiores estudiosos nessa área, este livro foi lançado em 1916, postumamente pelos alunos de Saussure. Esses colaboradores fizeram uma compilação das obras de seu mestre a fim de construir, em um único volume, uma síntese que internalizasse as ideias geniais desse que foi um dos maiores responsáveis pela estruturação da linguística como ciência. Os temas e conceitos abordados por esse livro dizem respeito ao trabalho realizado por Ferdinand de Saussure em estudar a língua como elemento fundamental da comunicação humana. Ferdinand de Saussure (1857-1913) nasceu em Genebra, na Suíça de língua francesa, numa família de muitas posses e dedicada, havia gerações, a empreendimentos científicos e intelectuais. Formou-se na Universidade de Leipzig, o principal centro dos estudos linguísticos da Alemanha, e, aos 21 anos, publicou uma volumosa dissertação (“Mémoire”) sobre o sistema vocálico do indo-europeu, até hoje saudada como o trabalho mais importante já produzido no paradigma histórico-comparatista. A fama adquirida com esta obra lhe valeu ser convidado a lecionar na École Pratique de Hautes Études, em Paris, onde permaneceu por dez anos até retornar, em 1891, para Genebra, a fim de ensinar, na universidade local, línguas antigas e ministrar cursos de linguística geral até morrer, precocemente, aos 55 anos. Das anotações feitas pelos alunos desses cursos é que seus colegas Charles Bally e Albert Sechehaye compuseram o “Curso de linguística geral”, publicado em 1916, um livro que viria a se tornar um marco na história da linguística e, ao mesmo tempo, objeto de toda sorte de debates e polêmicas que perduram até hoje. SUMÁRIO PREFÁCIO À EDIÇÃO BRASILEIRA PREFÁCIO À PRIMEIRA EDIÇÃO PREFÁCIO À SEGUNDA EDIÇÃO PREFÁCIO À TERCEIRA EDIÇÃO INTRODUÇÃO Capítulo I – Visão geral da história da Linguística Capítulo II – Matéria e tarefa da Linguística; suas relações com as ciências conexas Capítulo III – Objeto da Linguística § 1.A língua: sua definição § 2.Lugar da língua nos fatos da linguagem § 3.Lugar da língua nos fatos humanos. A Semiologia Capítulo IV – Linguística da língua e Linguística da fala Capítulo V – Elementos internos e elementos externos da língua Capítulo VI – Representação da língua pela escrita § 1.Necessidade de estudar este assunto § 2.Prestígio da escrita: causas de seu predomínio sobre a forma falada § 3.Os sistemas de escrita § 4.Causas do desacordo entre a grafia e a pronúncia § 5.Efeitos desse desacordo Capítulo VII – A Fonologia § 1.Definição § 2.A escrita fonológica § 3.Crítica ao testemunho da escrita APÊNDICE PRINCÍPIOS DE FONOLOGIA Capítulo I – As espécies fonológicas § 1.Definição do fonema § 2.O aparelho vocal e seu funcionamento § 3.Classificação dos sons conforme sua articulação bucal Capítulo II – O fonema na cadeia falada § 1.Necessidade de estudar os sons na cadeia falada § 2.A implosão e a explosão § 3.Combinações diversas de explosões e implosões na cadeia § 4.Limite de sílaba e ponto vocálico § 5.Crítica às teorias de silabação § 6.Duração da implosão e da explosão § 7.Os fonemas de quarta abertura. O ditongo. Questões de grafia PRIMEIRA PARTE PRINCÍPIOS GERAIS Capítulo I – Natureza do signo linguístico § 1.Signo, significado, significante § 2.Primeiro princípio: a arbitrariedade do signo § 3.Segundo princípio: caráter linear do significante Capítulo II – Imutabilidade e mutabilidade do signo § 1.Imutabilidade § 2.Mutabilidade Capítulo III – A Linguística estática e a Linguística evolutiva § 1.Dualidade interna de todas as ciências que operam com valores § 2.A dualidade interna e a história da Linguística § 3.A dualidade interna ilustrada com exemplos § 4.A diferença entre as duas ordens ilustrada por comparações § 5.As duas Linguísticas opostas em seus métodos e em seus princípios § 6.Lei sincrônica e lei diacrônica § 7.Existe um ponto de vista pancrônico? § 8.Consequências da confusão entre sincrônico e diacrônico § 9.Conclusões SEGUNDA PARTE LINGUÍSTICA SINCRÔNICA Capítulo I – Generalidades Capítulo II – As entidades concretas da língua § 1.Entidades e unidades. Definições § 2.Método de delimitação § 3.Dificuldades práticas da delimitação § 4.Conclusão Capítulo III – Identidades, realidades, valores Capítulo IV – O valor linguístico § 1.A língua como pensamento organizado na matéria fônica § 2.O valor linguístico considerado em seu aspecto conceitual § 3.O valor linguístico considerado em seu aspecto material § 4.O signo considerado na sua totalidade Capítulo V – Relações sintagmáticas e relações associativas § 1.Definições § 2.As relações sintagmáticas § 3.As relações associativas Capítulo VI – Mecanismo da língua § 1.As solidariedades sintagmáticas § 2.Funcionamento simultâneo de duas formas de agrupamento § 3.O arbitrário absoluto e o arbitrário relativo Capítulo VII – A Gramática e suas subdivisões § 1.Definições: divisões tradicionais § 2.Divisões racionais Capítulo VIII – Papel das entidades abstratas em Gramática TERCEIRA PARTE LINGUÍSTICA DIACRÔNICA Capítulo I – Generalidades Capítulo II – As mudanças fonéticas § 1.Sua regularidade absoluta § 2.Condições das mudanças fonéticas § 3.Questões de método § 4.Causas das mudanças fonéticas § 5.A ação das mudanças fonéticas é ilimitada Capítulo III – Consequências gramaticais da evolução fonética § 1.Ruptura do vínculo gramatical § 2.Obliteração da composição das palavras § 3.Não existem parelhas fonéticas § 4.A alternância § 5.As leis de alternância § 6.A alternância e o vínculo gramatical Capítulo IV – A analogia § 1.Definição e exemplos § 2.Os fenômenos analógicos não são mudanças § 3.A analogia, princípio das criações da língua Capítulo V – Analogia e evolução § 1.Como uma inovação analógica entra na língua § 2.As inovações analógicas, sintomas de mudanças de interpretação § 3.A analogia, princípio de renovação e de conservação Capítulo VI – A etimologia popular Capítulo VII – A aglutinação § 1.Definição § 2.Aglutinação e analogia Capítulo VIII – Unidades, identidades e realidades diacrônicas Apêndices das segunda e terceira partes A. Análise subjetiva e análise objetiva B. A análise subjetiva e a determinação das subunidades C. A etimologia QUARTA PARTE LINGUÍSTICA GEOGRÁFICA Capítulo I – Da diversidade das línguas Capítulo II – Complicações da diversidade geográfica § 1.Coexistência de várias línguas num mesmo ponto § 2.Língua literária e idioma local Capítulo III – Causas da diversidade geográfica § 1.O tempo, causa essencial § 2.Ação do tempo num território contínuo § 3.Os dialetos não têm limites naturais § 4.As línguas não têm limites naturais Capítulo IV – Propagação das ondas linguísticas § 1.A força do intercurso e o espírito de campanário § 2.As duas forças reduzidas a um princípio único § 3.A diferenciação linguística em territórios separados QUINTA PARTE QUESTÕES DE LINGUÍSTICA RETROSPECTIVA CONCLUSÃO Capítulo I – As duas perspectivas da Linguística diacrônica Capítulo II – A língua mais antiga e o protótipo Capítulo III – As reconstruções § 1.Sua natureza e sua finalidade § 2.Grau de certeza das reconstruções Capítulo IV – O testemunho da língua em Antropologia e em Pré-História § 1.Língua e raça § 2.Etnismo § 3.Paleontologia linguística § 4.Tipo linguístico e mentalidade do grupo social Capítulo V – Famílias de línguas e tipos linguísticos ÍNDICE ANALÍTICO
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