PORTUGUESE

Formação de uma Variedade Urbana e Semi-oralidade: O Caso do Recife, Brasil

Book information

Publisher
Max Niemeyer Verlag
Year
2003
ISBN
9783110933154, 348452314X, 9783484523142
Language
portuguese
Format
PDF
Filesize
20 MB (20699606 bytes)
Series
Beihefte zur Zeitschrift für romanische Philologie; 314
Edition
Reprint 2014
Pages
345\348
Time added
2023-03-13 14:45:26

Description

The study describes the urban variety of Brazilian that developed in Recife in the 19th century. It begins with a general periodization of the language history of Brazil, focussing especially on aspects such as urbanization, population migration, degree of literacy, and the relationship between oral and literary. The main body of the work is devoted to the analysis of a corpus of 'small ads' in newspapers examined specifically particularly for what they have to tell us about 'semi-orality' as a product of the pulls and tensions obtaining between oral and written language. O objetivo do trabalho é descrever a formação de uma variedade urbana brasileira no séc. XIX. Para se chegar a isso, apresenta-se uma periodização para a história social do português no Brasil, de onde se destaca o caso do Recife. Em seguida, investigam-se vários aspectos da sociedade brasileira e, em particular, do Recife, notadamente os processos de urbanização, de migração e o conjunto da complexidade social, com especial atenção nas práticas do oral e do escrito: a extensão do uso da escrita, as tradições orais, a leitura em voz alta, o grao de analfabetismo. As reconstruções dos usos com base em depoimentos de personalidades da época confrontadas com a situação de hoje evidenciaram o processo de constituição de uma variedade urbana atual. Na parte central do trabalho, investigam-se textos publicados em jornais do Recife entre 1829 e 1850, os quais podem ser descritos como 'semi-orais', aplicando a terminologia de Brigitte Schlieben-Lange. Dessa forma, o trabalho trata de um tema inédito no Brasil - a formação de variedades urbanas - e abre um campo vasto para a investigação da história da língua portuguesa. Ao mesmo tempo, aplica-se pela primeira vez a terminologia e a metodologia desenvolvida na lingüistica alemã, em particular as concepções da grande romanista Brigitte Schlieben-Lange, para descrever uma situação lingüistica brasileira. 1 Introdução 2 O Desenvolvimento Histórico do Português Brasileiro: elementos para urna história externa 2.1 Introdução 2.2 História externa e periodização histórica do português brasileiro 2.2.1 Períodos do desenvolvimento lingüístico 2.2.2 As fases segundo Silva Neto 2.2.3 Da formação das variedades rurais à elaboração da língua literária 2.3 Primeira fase: divisão do país em capitanias hereditárias e formação das variedades lingüísticas rurais 2.3.1 Contexto histórico 2.3.2 Multilingüismo e formação de variedades regionais 2.3.3 As línguas gerais indígenas: vida e decadência 2.3.4 As línguas africanas 2 .3.5 O pidgin da Costa da África 2.3.6 Línguas gerais africanas 2.3.7 As variedades lingüísticas regionais dos colonizadores 2.3.8 A formação das variedades rurais do português brasileiro 2.4 Segunda fase (I): descoberta do ouro nas Minas Gerais e modernização do Estado português. Pré-koineização da língua comum 2.4.1 Contexto histórico 2.4.2 Condições para a pré-koineização de variedades lingüísticas 2.4.3 Elementos de fermentação do português comum brasileiro 2.5 Segunda fase (II): Urbanização da sociedade brasileira. Formação das variedades urbanas e da lingua comum 2.5.1 Contexto histórico 2.5.2 O desenvolvimento de centras urbanos e a criação da imprensa. Elementos para a formação das variedades urbanas e do português comum brasileiro 2.5.3 Imprensa e formação de variedades urbanas 2.6 Segunda fase (III): Firn do tráfico de escravos. Estabilização das variedades urbanas e da língua comum 2.6.1 Contexto histórico 2.6.2 Estabilização das variedades urbanas e da língua comum 2.6.3 Mudança geracional das elites e estabilização da língua comum 2.6.4 O português falado pelo escravo 2.6.5 O ensino do português ao escravo 2.6.6 Quai foi o fim das línguas africanas no Brasil? 2.7 Terceira fase: Fim do predomínio das oligarquias e surto industrial. Elaboração da lingua literária 2.7.1 Contexto histórico 2.7.2 Classe média e urna nova oralidade urbana 2.7.3 A formação da lingua literária 3 A Formação de urna Variedade Urbana na Cidade do Recife 3.1 Introdução 3.2 O extralingüístico 3.2.1 A constituição do Recife como centro urbano 3.2.2 A urbanização da vida social recifense 3.3 O extralingüístico e o lingüístico 3.3.1 Migração e contato lingüístico 3.3.2 Formação étnico-social e caracterização lingüística 3.4 O lingüístico 3.4.1 Características gerais da emergência de variedades urbanas 3.4.2 A reconstituição das variedades lingüísticas antes de 1850 3.4.3 Atitudes lingüísticas e reconstrução de VOE 3.4.4 A formação de uma variedade urbana na cidade do Recife 4 Entre Oralidade e Escrita: a semi-oralidade brasileira na primeira metade do século XIX 4.1 Introdução 4.2 A oralidade: sua importância para as tradições lingüísticas gerais 4.2.1 O analfabetismo brasileiro nos tempos coloniais 4.2.2 Uma retrospectiva histórica 4.3 A tradição oral brasileira: a literatura oral 4.4 A oralidade urbana: o desenvolvimento da conversação 4.4.1 Urbanização da vida social e conversação 4.4.2 A conversação na família, na rua e nos salões 4.5 A constituição da língua escrita 4.5.1 Oralidade, jomalismo e literatura 4.5.2 A língua do jornal 4.5.3 A língua da literatura 4.6 A semi-oralidade 4.6.1 Contextos onde é significativa a noção de semi-oralidade 4.6.2 Diferenças constitutivas entre oralidade e escrita 4.6.3 A natureza da concepção nas duas modalidades 4.6.4 Proximidade e distância comunicativas - agregação/integração 4.6.5 As passagens 4.6.6 Leitura em voz alta e protocolo: uma perspectiva histórica 4.6.7 A semi-oralidade brasileira no século XIX 4.6.8 A semi-oralidade na politica e na advocacia 4.6.9 Passagem concepcional do escrito para o oral. O romance romântico 4.6.10 A passagem do oral para o escrito: oralidade concepcional 5 A Semi-oralidade em Textos: uma análise de jornais recifenses do período 5.1 Introdução 5.2 Análise do corpus 5.2.1 Caracterização do corpus 5.2.2 Aspectos processuais do oral concepcional 5.3 Traços semi-orais nos níveis de análise lingüística 5.3.1 O pragmático 5.3.2 O textual 5.3.3 O morfossemântico 5.3.4 O sintático 5.4. Da fiala à língua: características específicas do português brasileiro 5.4.1 Apagamento do pronome objeto anafórico 5.4.2 Anteposição dos clíticos ao verbo 5.4.3 Apagamento do artigo definido antes do pronome possessivo 5.4.4 Voz passiva 5.4.5 Uso impessoal do verbo «ter» («ter» com o sentido de «haver») 5.4.6 Preenchimento da função sujeito 6 Conclusão 7 Anexos 7.1 Jornal O Cruzeiro, ano de 1829 7.2 Jornal A Quotidiana Fidedigna, ano de 1835 7.3 Jornal O Commercial, ano de 1850 8 Bibliografia

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