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NO BATUQUE DAS RESIDUALIDADES E ATOS TERRITORIAIS: O viver, morar e festar dos negros do bairro Patrimônio em Uberlândia-MG

Book information

Publisher
Universidade Federal de Uberlândia
Year
2016
Language
portuguese
Format
PDF
Filesize
6 MB (6521105 bytes)
Edition
1
Pages
153\153
Library
Monografias da Universidade Federal de Uberlândia
Time added
2022-11-09 01:00:08

Description

Localizado no setor sul de Uberlândia-MG, o bairro Patrimônio revela especificidades socioterritoriais importantes dos negros da cidade. Fundado no final do século XIX, sua história é marcada pelas dificuldades enfrentadas pelos habitantes, tanto pela falta de equipamentos urbanos quanto pelo preconceito. Entre os modos de viver no/do lugar, destacam-se as festividades. No entremear de Folias de Reis, Carnavais e Ternos de Moçambique (Congadas), construíram lógicas pautadas nas relações de doação e troca com a vizinhança, (re)afirmando pactos sociais para a continuidade da vida. Na instalação de novos nexos, voltados para a produção de espaços revalorizados para as classes médias, são fabricadas tensões territoriais acerca de seus diferentes usos e apropriações. Os moradores do lugar reúnem alguns de seus resíduos, tendo em vista a ameaça de destituição dos seus territórios. A corporificação dessas festividades se manifesta na condição de atos territoriais, compreendidos como ações, sazonais ou não, que visam ao (re)estabelecimento das territorialidades, sejam essas oníricas ou concretas. As festas reinventadas reafirmam a existência dos sujeitos e permitem que reexistem para darem continuidade a seu viver no/do lugar, nos contextos de mudança em que estão inseridos. APONTAMENTOS INICIAIS 11 1. ENTREBATUQUES DO TRABALHAR E DO FESTEJAR: Territorialização em situação na terra dos pé vermeio 18 1.1. Humanidades relacionais na construção do território 18 1.2. Festejar a negritude e o catolicismo 29 1.3. Sociabilidades do doar entre as “migalhas” 39 2. METAMORFOSES DO EXISTIR DA/NA CIDADE EM MOVIMENTO 50 2.1. Otimismo imobiliário no jogral da verticalização 50 2.2. A produção capitalista da cidade por meio da incorporação e destituição 58 2.3. Abstrações e territorialidades do discurso imobiliário 66 3. DO PATRIMÔNIO AO COPACABANA: Territórios (in)tensos 77 3.1. Como ficam “Os Patrimônios”? 77 3.2. As práticas sociais e suas humanidades nos vínculos territoriais 86 3.3. Contraposições nas tensões territoriais 97 4. POR UM FESTEJAR EM CORO: Formas de existir no território por meio dos resíduos 109 4.1. Para além da lembrança 109 4.2. Nos braços da permanência: os resíduos como irreverência e transmutação do viver na cidade 119 4.3. Atos territoriais na dialética do uso e da apropriação 129 PONDERAMENTOS E INDAGAÇÕES “FINAIS” 142 REFERÊNCIAS 147

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