PORTUGUESE

Modos de fazer mundos

Book information

Publisher
Edições ASA
Year
1995
ISBN
9724115607, 9789724115603
Google Books ID
co9ePgAACAAJ
Language
portuguese
Format
PDF
Filesize
8 MB (8813818 bytes)
Pages
207\101
Scanned
landscape
Time added
2024-01-31 14:04:23

Description

Em Modos de Fazer Mundos (1978), Goodman regressa aos temas construtivistas inicialmente explorados em The Structure of Appearance. Os mundos, defende, são feitos e não encontrados. Porque os elementos de qualquer grupo são semelhantes em alguns aspectos e diferentes noutros, o mero exame não irá revelar se duas manifestações são da mesma coisa, ou se são duas coisas do mesmo tipo. Para resolver essas questões exige-se critérios de individuação e de classificação. Os esquemas categoriais fornecem-nos. Ao concebê-los, as pessoas demarcam os indivíduos e os tipos que constituem o mundo. Diferentes demarcações dão origem a versões divergentes mas igualmente viáveis. Pode-se caracterizar a luz como um feixe de partículas; ou como uma sequência de ondas. Cada qual pode estar correcta relativamente à sua própria versão de mundo, e errada relativamente à rival. Nenhuma está correcta ou errada absolutamente.Se as versões de mundo que se sobrepõem fossem todas sobrevenientes a partir de uma base única, tais diferenças seriam ontologicamente inócuas. Mas as versões de mundo não são sobrevenientes a partir de uma base única. Uma versão fisicista, por exemplo, não é sobreveniente relativamente a uma versão fenomenista, nem lhe subjaz. E não há uma versão neutra subjacente a ambas. Porque as pessoas pode e fazem múltiplas versões de mundos individualmente adequadas mas irreconciliáveis, Goodman conclui que há muitos mundos, se algum houver (Goodman 1978).A construção de mundos não é sempre deliberada. Em Modos de Fazer Mundos, Goodman analisa uma série de experiências psicológicas e mostra como, com nada mais senão pistas escassas, o sistema visual constrói o movimento aparente que detecta (Goodman 1978). Além disso, a construção de mundos não é sempre discursiva. Os esquemas não-verbais estruturam as coisas de maneiras que nenhuma descrição capta com precisão. As artes, como as ciências, constróem versões viáveis de mundos.Apesar de Goodman reconhecer múltiplas maneiras de fazer mundos e múltiplos mundos feitos, não defende que toda a versão faz um mundo. Só as versões correctas o fazem. A correcção não se reduz à verdade, pois algumas verdades são incorrectas, e algumas falsidades correctas, e alguns símbolos são correctos apesar de não serem verdadeiros nem falsos. A correcção envolve a harmonização e o funcionamento — harmonização com a prática cognitiva anterior e funcionar de modo a promover fins cognitivos. A consistência, cogência, projectabilidade e imparcialidade das amostras fazem parte da correcção de versões viáveis de mundos (Goodman 1978, Goodman e Elgin 1988).

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