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Urfaktum: A vida humana. Um ensaio filosófico de crítica político econômica

Book information

Publisher
Editora Fundação Fêniz
Year
2021
ISBN
9786587424798
Language
portuguese
Format
PDF
Filesize
3 MB (2692003 bytes)
Pages
319\322
Time added
2021-07-12 02:09:57

Description

O objetivo fundamental desta obra é analisar como a concepção de vida humana de Enrique Dussel, enquanto fato original originante e modo de realidade, se faz presente na constituição dos campos e dos sistemas político e econômico, ou em qualquer outro campo e sistema, e de que modo ela é o “operador crítico” nos mesmos, isto é, em que momentos e de que maneiras a vida humana se torna uma potência de emergência, hiperpotentia, a transformar os sistemas. Em vistas disso, contrastaremos a posição dusseliana com outras divergentes para ou demarcar limites, evidenciar vantagens ou para a complementar. Algumas das posições trazidas serão de interlocutores com os quais Enrique Dussel já realizou debates, então faremos uma exposição ou estenderemos a análise, outras serão estudos críticos originais realizados desde a posição dusseliana. Ainda que não seguindo Dussel em todos os momentos, como com respeito à dignidade, à teoria da dependência ou sobre a violência, de qualquer modo, seguiremos nossa análise dentro dos marcos de sua filosofia no tratamento destes pontos e outros, ou seja, jamais contradizendo alguma posição fundamental sua. APRESENTAÇÃO Ricardo Timm de Souza ................................................................................................19 PREFÁCIO .......................................................................................................................21 INTRODUÇÃO .................................................................................................................23 PRIMEIRA PARTE URFAKTUM .....................................................................................................................29 TESE 1 - A VIDA HUMANA: FATO ORIGINANTE E MODO DE REALIDADE ..................31 1.1 A questão do método: da dialética à analética .................................................31 1.1.1 Da faticidade ao eu absoluto ...........................................................................31 1.1.2 A dialética com os pés no topo da modernidade ...........................................36 1.1.3 Críticas europeias ao hegelianismo ................................................................38 1.1.4 Analética: filosofia bárbara..............................................................................43 1.2 Limites da faticidade e o ponto de partida crítico .............................................47 1.3 Dos marcos e limites ..........................................................................................52 1.4 Do modo de realidade .........................................................................................55 TESE 2 - A VIDA HUMANA NÃO TEM VALOR ...............................................................61 2.1 Ética negativa: desvalorização da vida ..............................................................61 2.2 A fonte de todos os valores ................................................................................71 2.2.1 Vida humana e valoração ................................................................................71 2.2.2 Notas afirmativistas.........................................................................................77 TESE 3 - A AFIRMAÇÃO DA VIDA: DIGNIDADE.............................................................81 3.1 Palavras preliminares .........................................................................................81 3.2 Da mortalidade ....................................................................................................82 3.3 A vida humana não tem sentido .........................................................................86 3.4 O sinal do pranto .................................................................................................91 SEGUNDA PARTE PERSPECTIVAS CRÍTICAS MÍNIMAS PARA TODA CRÍTICA RADICAL ........................95 TESE 4 - DO ATEÍSMO: CRÍTICA ANTIFETICHISTA ......................................................97 4.1 Do fetiche .............................................................................................................97 4.2 Religiões fetichistas ......................................................................................... 100 4.2.1 Hegel e o culto a si ........................................................................................ 100 4.2.2 Holbach e Engels: materialismos panteístas .............................................. 104 4.3 Ex nihilo ou da criação ..................................................................................... 106 4.4 Do culto ............................................................................................................. 109 4.5 Capitalismo e religião ...................................................................................... 112 4.6 Sugestão para um discurso geral de crítica antifetichista ............................ 114 TESE 5 - FILHOS DE ABRAÃO: CRÍTICA ANTISSACRIFICIAL ................................... 117 5.1 O círculo sacrificial ........................................................................................... 117 5.2 Teologia do pagamento de todas as dívidas.................................................. 120 5.3 Os fracos sofrem o que devem? ...................................................................... 124 5.4 A guerra dos deuses ........................................................................................ 130 TESE 6 - CARNE E SANGUE: O CRUZAMENTO POLÍTICO-ECONÔMICO ................. 139 6.1 Necropsia .......................................................................................................... 139 6.1.1 Jürgen Habermas: disjunção mundo da vida e sistemas .......................... 141 6.1.2 Hannah Arendt: disjunção espaço político e espaço social ....................... 146 6.2 Franz Hinkelammert: materialismo e fenomenologia da vida real ............... 149 6.3 Campos e sistemas .......................................................................................... 154 6.3.1 O campo político ........................................................................................... 159 6.3.2 O campo econômico ..................................................................................... 167 TERCEIRA PARTE DA DEPENDÊNCIA À LIBERTAÇÃO ............................................................................. 175 TESE 7 - O POVO: O SUJEITO POLÍTICO COLETIVO ................................................. 177 7.1 Para além do povo? .......................................................................................... 177 7.2 Safatle e Agamben: potência de emergência e resto..................................... 180 7.3 Sobre o populismo ........................................................................................... 182 7.4 Povo: bloco social dos oprimidos ................................................................... 190 TESE 8 - CONSTRUÇÃO: TRABALHO VIVO E VALOR ................................................ 199 8.1 A questionável matéria-prima do valor: capitalismo de vigilância ............... 199 8.2 Sobre o valor ..................................................................................................... 202 8.2.1 De uma discórdia sobre o valor.................................................................... 202 8.2.2 De uma ambivalência do valor ..................................................................... 214 8.3 O método marxiano na análise do capital ...................................................... 217 8.3.1 Trabalho vivo e crítica ................................................................................... 217 8.3.2 Da lógica fenomenológica ............................................................................ 224 TESE 9 - ONDE OS FRACOS NÃO TÊM VEZ: CAPITALISMO E DEPENDÊNCIA ........ 229 9.1 Do desequilíbrio dependente ........................................................................... 229 9.2 O mistério da circulação de mercadorias ....................................................... 231 9.3 Expropriação e superexploração do trabalho ................................................. 235 9.4 As determinações da dependência ................................................................. 245 TESE 10 - BACURAU: DEMOCRACIA POPULAR ........................................................ 253 10.1 Palavras preliminares .................................................................................... 253 10.2 Todos somos iguais, mas uns mais iguais que outros ............................... 254 10.3 Como as democracias não morrem .............................................................. 258 10.4 Da fraternidade à solidariedade .................................................................... 270 10.5 Como as democracias podem viver ou do consenso anti-hegemônico .... 274 TESE 11 - A PARTEIRA DA HISTÓRIA ........................................................................ 285 11.1 A violência sempiterna .................................................................................. 285 11.2 Das violências ................................................................................................ 287 11.3 Coação crítica legítima .................................................................................. 290 11.4 Parindo a história ........................................................................................... 296 POSFÁCIO .................................................................................................................... 301 REFERÊNCIAS ............................................................................................................. 305

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