PORTUGUESE

O trato dos viventes: Formação do Brasil no Atlântico Sul - Séculos XVI e XVII

Book information

Publisher
Companhia das Letras
Year
2020
ISBN
9786557820407, 9786557820537
Language
portuguese
Format
EPUB
Filesize
3 MB (3453908 bytes)
Edition
Pages
1416\0
Topic
History
Time added
2022-03-28 19:42:25

Description

Alencastro demonstra que a colonização portuguesa criou um espaço econômico e social constituído por uma zona de produção escravista, no litoral americano, e uma zona de reprodução de escravos, centrada em Angola. Esse sistema bipolar ainda marca profundamente o Brasil contemporâneo. O padre Antônio Vieira escrevia: "Angola... de cujo triste sangue, negras e infelizes almas se nutre, anima, sustenta, serve e conserva o Brasil". Em O trato dos viventes, o historiador Luiz Felipe de Alencastro mostra que a colonização portuguesa, baseada no escravismo, deu lugar a um espaço econômico e social bipolar, englobando uma zona de produção escravista situada no litoral da América do Sul e uma zona de reprodução de escravos centrada em Angola. Surge então um espaço aterritorial, um arquipélago lusófono composto dos enclaves da América portuguesa e das feitorias de Angola. O autor mostra como essas duas partes unidas pelo oceano se completam num só sistema de exploração colonial cuja singularidade ainda marca profundamente o Brasil contemporâneo. O Brasil colonial tem sido estudado da mesma maneira que a lua era observada antes dos vOos espaciais: do lado que reflete o sol, do lado de Portugal, da Europa. O trato dos viventes incorpora os eventos transcorridos em Angola à narrativa dos eventos brasileiros - é como descobrir o lado escondido da lua, a metade oculta da história do Brasil. "O domínio do autor sobre as fontes documentais e arquivísticas é impressionante, a escrita é por vezes brilhante e sobretudo provocativa. […] O trato dos viventes deve ser considerado uma grande obra, que mudou a forma de compreender a história do Brasil e de Angola, dando novo entendimento ao lugar e à importância do Atlântico Sul na história da escravidão." — Stuart B. Schwartz, Slavery & Abolition Sobre o Autor Luiz Felipe de Alencastro é professor da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas e professor emérito da Sorbonne. Historiador e cientista político, publicou, entre outros, O trato dos viventes: Formação do Brasil no Atlântico Sul (Companhia das Letras, 2000). Sumário Capa Rosto Prefácio 1. O aprendizado da colonização Caminhos dos colonos Reparos da Metrópole O escopo do comércio português Instrumentos de política colonial Demanda e oferta, qual é o “primum mobile”? 2. Africanos, “os escravos de Guiné” Ventos negreiros São Tomé — Laboratório tropical Conquista e catequese na África Central 3. Lisboa, capital negreira do Ocidente O mercado ibero-americano Cativos e escravos Experimentos sul-atlânticos Preadores, assentistas, governadores e banqueiros Guerra e comércio no Atlântico Sul Luanda, o Rio de Janeiro e o rio da Prata Mercadoria aglutinante e mercadoria ancilar Um comércio triangular? 4. Índios, os “escravos da terra” O trabalho compulsório indígena O tráfico de índios Entraves estruturais ao trato continental dos índios A unificação microbiana do mundo Doutores e empíricos A escravidão africana e o desencravamento da Amazônia O desenraizamento do cativo na África e na América A reprodução social dos escravos 5. A evangelização numa só colônia O antiescravismo dos santos sacramentos A teoria negreira jesuíta “Descimento” de índios e tráfico de africanos A bipolaridade do escravismo luso-brasílico 6. As guerras pelos mercados de escravos O ciclo do trato de índios Peruleiros e bandeirantes O expansionismo atlântico fluminense O cativeiro indígena e o autonomismo paulista A guerra pelos africanos Nassau: “príncipe humanista” e negreiro Produtores coloniais versus acionistas metropolitanos Contra-ataque luso-brasílico em Angola Luanda, a batalha estratégica do Atlântico Quem reconquistou Angola? Refluxo do tráfico de índios Palmares e o paradoxo de Domingos Jorge Velho Adequação espacial e adequação social da colonização 7. Angola brasílica A mandioca nos tumbeiros e nas feiras africanas Zimbo, jimbo O condomínio lusitano, angolista e brasílico na África Central A jornada dos negreiros A ajuda inaciana na reconquista de Angola Os sucessores de salvador de sá em Luanda João fernandes vieira em Angola A maravilhosa conversão da rainha Jinga O Congo cismático Negreiros e o desbarato do Congo Ambuíla: a batalha tricontinental Táticas brasílicas nas guerras africanas Quartelada em luanda e punhaladas no Recife Continuidade brasílica na África Central O novo pacto político entre a Corte e os guerreiros ultramarinos A conquista dos mercados africanos pela cachaça O vinho, as aguardentes europeias e o malafo A vitória da cachaça Os tumultos dos jeribiteiros As contas do trato bilateral Brasil-África Conclusão – Singularidade do Brasil A reafirmação da política de feitorias na África Central portuguesa O repovoamento da América portuguesa O gado contra os índios A invenção do mulato Apêndice 1 – Luís Mendes de Vasconcelos e seus filhos Apêndice 2 – O abastecimento das capitanias do Norte pelas capitanias do Sul durante a guerra holandesa Apêndice 3 – A família de Salvador Correa de Sá e Benevides Apêndice 4 – A alegada proclamação de Amador Bueno em 1641 Apêndice 5 – Notas sobre alguns expedicionários portugueses e brasílicos da força-tarefa de 1648 que reconquistou Angola Apêndice 6 – Armas de fogo manuais no Atlântico seiscentista português Apêndice 7 – Sobre o número de escravos saídos de Angola e entrados no Brasil nos séculos XVI e XVII Notas Abreviaturas utilizadas Fontes e bibliografia citadas Caderno de imagens Crédito de ilustrações Sobre o autor Créditos

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